Segue um texto muito interessante sobre as novas gerações e as redes socias.
Vale a pena conferir.
Fernanda Montanha de Sousa tem 10 anos, muita devoção aos seus jogos virtuais e constante vivência em redes sociais como, Orkut, Facebook, Twitter, Formspring e byMK (rede social de moda brasileira). Tem celular, prefere computador à televisão, está sempre online no MSN e seu game favorito é no Nintendo Wii.
Fernanda é membro da geração Z, que sucede a Y e é formada por crianças, pré-adolescente e adolescente nascidos entre 1995 e 2009. Essa geração moldada pela massificação das redes sociais realiza diversas “funções” ao mesmo tempo, vive com fone de ouvido na cabeça, não gosta de e-mail (por achar lento demais e pouco ativo) e geralmente fica conectada full-time por dispositivos móveis.
Representando a geração Y, Angélica Dias, 21 anos, supervisora de uma fábrica de jóias em São Paulo, diz que “realizar multi-tarefa não é coisa de outro mundo”, para ela, o fundamental é estar ligado com o que acontece ao redor e por dentro de tudo o que é novidade na web. Suas atividades nas horas vagas são; navegar na internet, logada ao Orkut, conversar no MSN, twittar, baixar música no laptop, para ouvi-las depois enquanto dirige, assistir seu programa favorito na televisão, pegar os melhores trechos no YouTube e jogar PlayStation.
A jovem faz parte da Geração Y, aquela que sofreu forte influência da chegada do celular ao Brasil, um grupo que busca sentido em tudo que faz, seja no trabalho, no lazer, nos relacionamentos ou em qualquer situação. Estão totalmente conectados as redes sociais, normalmente são os que levam a revolução tecnológica para dentro de casa e estão extremamente interessados em assuntos que ligam melhoria da qualidade de vida e da sustentabilidade.
Essa juventude nascidos entre 1980 a 1994 está caracterizada pelo uso intensivo de tecnologia em diversos segmentos e grande acesso à informação, ela transpõe para a turma da Z, muitas de suas características, sendo a principal delas; realizar multi-tarefa.
Prós X Contras
Será que esta constante vivência na internet e principalmente em redes sociais não interfere em outras funções do cérebro ou dificulta a aprendizagem de outras atividades?
E estas características da “geração plugada”, ajuda ou atrapalha o desenvolvimento da criança, adolescente ou jovem?
Conceição Pessoa, formada em pedagogia e pós graduada em psicopedagogia pela FAD (Faculdade de Diadema) diz que considera as redes sociais uma “faca de dois gumes”.
“Esta nova geração é veloz na realização de tarefas, porém, este é um assunto muito complexo. Ela possui um ritmo fragmentado proveniente a atividades executadas ao mesmo tempo, como: estudar ouvindo música, navegar na internet, assistir TV e jogar games ao mesmo tempo. São dispersos com tendências a desistir facilmente, quando o desafio não é mais interessante.”
A especialista ressalta que os pais devem ter controle quanto aos limites dessa inclusão. Porque tudo em excesso atrapalha e que a atitude a ser tomada, deve ser a de estabelecer regras para obter um controle do possível consumo exagerado dessa tecnologia.
“É preocupante quando os pais perdem a presença não física mais emocional. Para que isso não ocorra o diálogo é a ponte para grandes relacionamentos” lembra?Jornalismo Interpretativo
Sarah Dias

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